31/10/2018

Pessoas difíceis têm muito a ganhar com exercícios de compaixão

Redação do Diário da Saúde
Pessoas difíceis têm muito a ganhar com exercícios de compaixão
Os resultados são particularmente importantes porque as intervenções foram administradas on-line e exigiram apenas 10 a 15 minutos a cada dois dias.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Personalidade desagradável

São os próprios indivíduos mais desagradáveis - que também são os menos propensos a serem gentis - aqueles que mais têm a ganhar em se submeter a um treinamento para se comportar de maneira mais compassiva.

Eles têm mais a ganhar do que seus colegas e familiares que precisam suportá-los, dizem Myriam Mongrain e seus colegas da Universidade de York (Canadá).

"Todo mundo precisa de pessoas. Como resultado de sua hostilidade e falta de cooperação, tipos desagradáveis correm o risco de serem rejeitados ou ostracizados. Há muito conflito em seus relacionamentos, e eles sofrem as consequências. Descobrimos que fornecer sugestões concretas para esses indivíduos, dando-lhes caminhos pelos quais eles poderiam expressar preocupação empática em seus relacionamentos íntimos foi tremendamente útil," disse Mongrain.

Treinamento de compaixão e bondade

Os experimentos envolveram 640 pessoas que estavam levemente deprimidas e passaram por um treinamento online de compaixão. A seguir, os voluntários, que tinham em média 35 anos de idade, participaram de um de três exercícios, sendo dois envolvendo compaixão e uma condição de controle. A tarefa foi repetida a cada dois dias durante três semanas.

Dois meses depois, os participantes catalogados pelos seus pares e pelos psicólogos como de relacionamento difícil e que fizeram os exercícios envolvendo atos de bondade com pessoas de seu relacionamento próximo apresentaram as maiores reduções nos sintomas da depressão e os maiores aumentos na satisfação com a vida.

Em outro exercício, envolvendo a Meditação da Bondade Amorosa, os participantes deviam gastar até 10 minutos meditando em frases como "Que você seja feliz" ou "Que você esteja em segurança". Este exercício foi benéfico para os participantes como um todo. No entanto, ao examinar os efeitos das interações com a variável de personalidade desagradável, os pesquisadores descobriram que foi este exercício de atos de bondade o que se mostrou mais útil para esse subgrupo.

"A implementação desses novos comportamentos pode tê-los deixado se sentindo afirmados e valorizados em seu círculo social mais próximo. Esse pode ter sido o ingrediente antidepressivo desse grupo," disse Mongrain.

A pesquisadora destaca que os resultados são particularmente importantes porque as intervenções foram administradas pelo computador ou celular e exigiram apenas 10 a 15 minutos a cada dois dias. Em outras palavras, as práticas são fáceis de implementar, podem ser administradas em qualquer parte do mundo e apresentaram efeitos profundos para alguns indivíduos.


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