01/03/2019

Felicidade: Nenhum evento é tão bom ou tão ruim quanto parece

Redação do Diário da Saúde
Felicidade: Nenhum evento é tão bom ou tão ruim quanto parece
Parece que a felicidade está realmente no seu interior - mesmo eventos importantes não a afetam tanto quanto parece a princípio.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Tudo passa

Eventos importantes da vida - como casamento e formatura, ou um acidente e o falecimento de um ente querido - afetam o bem-estar por menos tempo do que as pessoas pensam quando o evento acontece.

Assim, parece que as pessoas não são boas em prever sua própria felicidade ou infelicidade quando esses eventos ocorrem, afirmam Reto Odermatt e Alois Stutzer, pesquisadores da Universidade da Basileia (Suíça).

Os dois pesquisadores compararam a satisfação com a vida prevista com o que os próprios participantes relataram cinco anos depois. Eles se concentraram em pessoas que haviam experimentado grandes eventos na vida, como casamento, morte de um parceiro, invalidez, desemprego, separação ou divórcio.

Os dados revelaram que os eventos tiveram um impacto de longo prazo menor sobre a satisfação com a vida do que os participantes previram quando o evento aconteceu.

Não é tão bom e nem tão ruim assim

Como esperado, no momento em que ocorreram os eventos de vida examinados tiveram um impacto significativo no bem-estar subjetivo dos afetados: Os eventos positivos foram ligados a um forte aumento na satisfação com a vida e os eventos negativos a uma forte diminuição.

No entanto, as pessoas sistematicamente subestimaram por quanto tempo o efeito de um evento continuaria. As flutuações na satisfação com a vida não duraram muito, voltando completa ou parcialmente para o nível de longo prazo dos anos anteriores ao evento.

Pessoas recém-casadas, por exemplo, superestimam o quão felizes elas estarão daqui a cinco anos.

Em contraste, as pessoas subestimam sua satisfação com a vida futura após eventos negativos, como ter perdido recentemente o emprego, tornar-se parcial ou totalmente incapacitado ou a morte de um parceiro.

Houve uma exceção, contudo: Após a separação do parceiro, os participantes estimaram a mudança em sua satisfação com a vida cinco anos mais tarde mais ou menos corretamente.

Efeito de adaptação

"Nossos resultados vão contra a suposição central da teoria de que os indivíduos geralmente podem prever o que os beneficiará," explicam os pesquisadores.

O efeito da adaptação poderia contribuir para essas interpretações errôneas: As pessoas não atribuem peso suficiente à ideia de que podem se acostumar com as circunstâncias positivas ou negativas e se ajustar a elas.

A má interpretação dos eventos e seus efeitos pode levar a preconceitos ao tomar decisões, dizem os pesquisadores, caso a adaptação não seja levada em conta.

As pessoas podem decidir de forma diferente se soubessem com antecedência a rapidez com que poderiam se acostumar com certas circunstâncias de vida alteradas. O risco de erro de interpretação é particularmente grande se for necessário fazer concessões entre diferentes áreas da vida - ou entre atividades e posses, às quais as pessoas podem se adaptar de maneira muito diferente. Por exemplo, as pessoas tendem a se adaptar facilmente a bens materiais, mas menos facilmente a circunstâncias sociais diferentes.


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