22/11/2018

Ciência da sustentabilidade diz que um novo mundo é possível

Redação do Diário da Saúde
Ciência da sustentabilidade diz que um novo mundo é possível
Estamos tão mergulhados na tecnologia que parece que estamos esquecendo o que realmente significa natureza.
[Imagem: University of Washington]

Um novo mundo possível?

Muitos supõem que interesses econômicos e interesses ambientais estão em conflito. Mas o que se está constatando é que essa percepção de desenvolvimento versus conservação ambiental não é apenas desnecessária, mas ativamente contraproducente para ambos os lados.

A conquista de um futuro sustentável dependerá de nossa capacidade de proteger tanto as comunidades humanas prósperas quanto os ecossistemas naturais abundantes e saudáveis.

Isso fica claro quando se comparam cenários mostrando como será o mundo em 2050 se o desenvolvimento econômico e humano progredir da maneira capitalista "normal", e como seria se, em vez disso, uníssemos forças para implementar um caminho sustentável, no qual o lucro convive com o bem-estar em sentido amplo, o que envolve uma série de soluções justas e tecnologicamente viáveis para os desafios que temos à frente.

Essa alteração de rumos exigirá novas formas de colaboração em setores tradicionalmente desconectados e em uma escala quase sem precedentes.

"Nossa resposta é sim, esse novo mundo é possível, mas ela vem com vários 'ses' bem grandes. Há um caminho para chegar lá, mas os assuntos são urgentes - se quisermos atingir esses objetivos em meados do século, teremos que aumentar drasticamente nossos esforços agora. A próxima década é crítica," afirmam Heather Tallis e seus colegas da Universidade do Colorado, em Boulder.

Mudar a economia de curso nos próximos dez anos exigirá uma colaboração global em uma escala não vista talvez desde a Segunda Guerra Mundial, quando se reconstruiu a Europa inteira e o Japão em poucos anos.

A boa notícia é que proteger a natureza e fornecer água, comida e energia para um mundo em crescimento não tem que ser assunto de uma escolha do tipo "ou uma ou outra".

"Nossa visão, ao contrário, exige iniciativas inteligentes para as áreas de energia, água, ar, saúde e ecossistemas que equilibrem igualmente as necessidades de crescimento econômico e conservação de recursos. Em vez de um jogo de soma zero, esses elementos são lados equilibrados de uma equação, revelando a caminho para um futuro onde as pessoas e a natureza prosperam juntas," disse Tallis.

A proposta da equipe foi publicada na revista Frontiers in Ecology and the Environment .


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