Austeridade econômica resulta em assassinato social, diz pesquisa

Austeridade na política econômica resulta em
A austeridade na política econômica pode ser entendida como uma forma de violência estrutural, incorporada à sociedade.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Austeridade também é violência

A consequência da "austeridade" no sistema de seguridade social - cortes severos nos benefícios e o aumento das condições necessárias para garantir os benefícios - é um "assassinato social", de acordo com pesquisadores da Universidade Lancaster (Reino Unido).

O Dr. Chris Grover e sua equipe afirmam que a austeridade pode ser entendida como uma forma de violência estrutural, violência que é incorporada à sociedade e expressa em desigualdade de poder e de oportunidades de vida, já que essas políticas de aperto fiscal aprofundam desigualdades e injustiças e criam ainda mais pobreza.

A pesquisa sugere que, como resultado da "violência da austeridade", as pessoas da classe trabalhadora enfrentam danos ao seu bem-estar físico e mental e, em alguns casos, são "assassinadas socialmente".

O Dr. Grover usa o artigo para chamar a atenção dos governos, dando exemplos de como a austeridade da seguridade social levou a uma série de danos [dados do Reino Unido]:

  • Seis suicídios adicionais para cada 10.000 avaliações de capacidade de trabalho realizadas para revisão de benefícios.
  • Número crescente de pessoas morrendo de desnutrição.
  • Número crescente de moradores de rua morrendo nas ruas ou em albergues.

Assassinato social

O artigo argumenta que a austeridade - as difíceis condições econômicas criadas pelo governo ao reduzir os gastos públicos - trouxeram cortes e mudanças prejudiciais à política de seguridade social, resultando em uma abordagem brutal para forçar as pessoas a fazerem trabalhos mal remunerados.

"A violência assume duas formas," disse Grover. "Primeiro, envolve mais dificuldades econômicas de pessoas pobres já com pouca renda. Isso causa desigualdades sociais e injustiças no curto e no longo prazos. Segundo, a pobreza que a proletarização violenta cria é tanto conhecida quanto evitável."

O Dr. Grover acrescenta que apenas repensando fundamentalmente a atual política de seguridade social será possível fazer mudanças que protejam as pessoas mais pobres.


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